A saúde não é um negócio Recuperemos seu controle!
A saúde não é um negócio
Recuperemos seu controle!
Marta Font, Nuria Albet Torres
Sabias que alimentar-te com transgénicos pode provocar-te problemas de saúde? Ou que não se tem demonstrado nunca que o colesterol provoque ataques de coração? Sabias que os medicamentos anti-depressivos podem-te converter num adicto às drogas “legais”? Que abusar dos antibióticos pode fazer que cedo (não num futuro longe, senão nos próximos anos!) doenças tão inocentes como uma dor de ouvido se acabem complicando e provocando a morte? Que um filho saudável pode-se converter em autista depois de administrar-lhe vacinas com mercúrio? Se queres saber mais, o por quê as farmacêuticas e alguns médicos te enganam, segue lendo...
A Organização Mundial da Saúde (OMS), na Constituição de 1946, define a Saúde como o estado de completo bem-estar físico, mental e social. A saúde implica que todas as necessidades fundamentais das pessoas estejam cobertas, desde as afectivas, sanitárias e nutricionais, até às sociais e culturais.
Uma definição mais dinâmica de saúde é a de conseguir o máximo nível de bem-estar físico, mental, social e de funcionamento que permitam as condições de entorno e de factores sociais nas quais vive imerso o indivíduo.
No nosso ponto de vista, além disso, entendemos a saúde como um processo dinâmico e holístico que inclui tanto os processos de doença como os de carência dela.
Entendemos que a saúde e a doença formam um processo contínuo e cíclico, donde a separação dos dois conceitos é difícil de distinguir, e donde ser, pensar, sentir e fazer, têm que ir coordenados equilibradamente entre eles e com a colectividade.
Quando o indivíduo alma-mente-corpo não funciona devidamente, expressa-o mediante sintomas, dando-nos a conhecer este problema. É neste momento quando temos que deter-nos, tomar consciência da desordem e agradecer que se tenha manifestado para poder ser conscientes de que não estávamos bem. Então vem o momento de curar a doença e, o que é mais difícil, curar a causa real da sua manifestação.
A medicina Alopática – a oficial – chama doença ao próprio processo de auto-cura, subministrando medicinas da indústria farmacêutica que, de facto, somente eliminam os sintomas. A indústria farmacêutica é actualmente um dos sectores empresariais mais rentáveis e influentes do mundo, com um elevado crescimento a nível global. A maior parte das empresas farmacêuticas têm carácter internacional e possuem filiais em muitos países.
Mais de um 80% do custo da investigação para desenvolver novos medicamentos está financiado entre os governos e os cidadãos.
Não obstante, as companhias seguem estendendo as patentes, aumentando assim os preços das medicinas. Mas isto não é tudo. As companhias farmacêuticas foram acusadas de propagação de doenças, de contribuir à medicação de problemas derivados do sistema de vida actual, de desenvolver fármacos que criam doentes cronico-dependentes, etc. Com tudo isto, tem-se conseguido uma sociedade cega e intoxicada de medicamentos, muitas vezes incensários, que criam dependência não só a nível físico, senão também, e sobre tudo, a nível mental. Como é possível a mercantilização da saúde? Como pode ser que prevaleçam os benefícios da indústria farmacêutica frente à saúde das pessoas, e que o Estado se permita ignorar?
Um exemplo é o caso dos medicamentos tranquilizantes. O psicólogo Ricardo Ros, no seu livro ‘Stop Ansiedade’, remarca que as pastilhas criam adição em lugar de curar. Um informe da Direcção Geral de Farmácia do Ministério de Sanidade e Consumo de Espanha reconhece que em 5 anos o uso destes medicamentos tem aumentado num 40%. Mais do 85% do custo destes medicamentos cobre-se com dinheiro do Estado, com o qual se poderiam contratar 9.000 espertos em saúde mental. O tratamento psicológico costuma ser suficiente, em quanto o uso de tranquilizantes se mantêm indefinidamente sem que a pessoa se cure. Apesar de tudo, o Estado segue apostando pelas pastilhas.
Pela sua parte, a psiconeuroimunologia estuda as interacções entre a conduta, o cérebro e o sistema imune. Esta disciplina científica demonstrou que acontecimentos nervosos como o stress afectam a nossa saúde e que as emoções positivas ajudam a evitar disfunções no nosso corpo. Graças a descobrimentos, técnicas sem fármacos como o “neurofeedback” (técnica não invasiva que consiste na aplicação de eléctrodos na cabeça que registam e ajudam a treinar a actividade do cérebro) têm tido de grande êxito, e numeroso material científico o abala. Más, por que não nos o explicam a maioria de médicos?
As vacinas subministradas às nossas crianças podem ser a causa do aumento do 2.000% dos casos de autismo. O timerosal, um conservador a base de mercúrio usado em várias vacinas (hepatites B, difteria, tétanos, triple viral, gripe...), pode ser o desencadeante.
Depois de anos negando-lho, o Tribunal de Reclamações Federais de Estados Unidos, em Novembro de 2007, deu a razão aos pais, fazendo que a indústria farmacêutica pagara pelos danos ocasionados num juízo silenciado pela prensa.
Outro tema totalmente desconhecido para a sociedade é que não tem sido nunca demonstrado que o colesterol pode provocar ataques de coração. Esta ideia vem de um artículo publicado por Ancel Keys no qual relacionava colesterol a ataques de coração. Posteriormente, tem-se demonstrado que o estudo era uma fraude, posto que os dados que não encaixavam com a sua teoria eram simplesmente excluídos.
Más sim há estudos que demonstram que altos níveis de colesterol protegem contra infecções e arterioscleroses (deposição de lípidos às artérias). Ademais, os medicamentos mais comuns que se tomam para fazer descer o nível de colesterol, as estatinas, têm uns efeitos secundários importantes que vão desde alterações de funções dos músculos, coração e cérebro, a malformações de fetos em mulheres grávidas. Curiosamente, as estatísticas são dos medicamentos que mais benefícios aportam à indústria farmacêutica (mais de 15.000 milhões de dólares cada ano)... será que há pessoas interessadas em não desvelar que o colesterol não é mau, senão uma biomolecula mais no nosso organismo?
Os antibióticos são substâncias químicas que servem para eliminar e/ou impedir o crescimento de microrganismos patogénicos, como bactérias e alguns fungos e protozoos (mas não os vírus). O primeiro antibiótico conhecido, a penicilina, foi descoberto acidentalmente por Alexander Fleming, ainda que a lista foi crescendo rapidamente ao largo dos anos. É por isso que muitas doenças infecciosas que antes causavam muitas mortes hoje em dia têm fácil tratamento. Não obstante, o abuso, o mal uso e o descontrole destes antibióticos, como não acabar de tomar toda a medicação ou não seguir as doses; o excesso de produtos “desinfectantes” como produtos de limpeza, o uso de antibióticos na industria alimentaria como conservantes de alimentos, tomar-se antibióticos por um resfriado ou gripe (quando não farão efeito, porque é causado por um vírus e não por uma bactéria), etc., tem feito que os microorganismos se tenham tornado resistentes aos antibióticos de maneira alarmante e que, pelo tanto, num futuro próximo, doenças tão comuns como umas anginas, faringites ou uma simples dor de ouvido, não tenham cura.
Mas não só as indústrias farmacêuticas brincam com nossa saúde. Um recente estudo (Artemis Dona, 2009) faz uma revisão bibliográfica dos estudos de toxicidade disponíveis sobre alimentos transgénicos e analisa a importância dos descobrimentos sobre a saúde humana e animal, assim como as limitações dos procedimentos empregues na avaliação da segurança destes alimentos. Os resultados da maioria dos estudos indicam que podem causar efeitos tóxicos em órgãos como o fígado, o pâncreas, os rins, ou os reprodutivos, e que podem alterar parâmetros imunológicos, bioquímicos e sanguíneos. Uma vez mais, a indústria esconde-nos e disfarça resultados científicos.
Não entanto, existem, muitas terapias alternativas que nos podem ajudar de maneira natural, saudável e efectiva a curar desde a raiz os problemas de saúde. Se abrimos os nossos horizontes visuais e mentais, poderemos aproveitar as vantagens das técnicas mais tradicionais da nossa sociedade junto com técnicas alternativas. Devemos ter claro que não todas as terapias lhes vão bem a todo o mundo, e, é por isso pelo que devemos tentar conhecer todas as opções que temos. Algumas das terapias alternativas mais conhecidas são as seguintes: acupuntura, ayúrveda, cromoterapia, fitoterapia, flores de Bach, helioterapia, hidroterapia, higienismo, homeopatía, kinesiología, quiromasajes, musicoterapia, osteopatía, reflexología, reiki, risoterapia, etc. Se querem ter mais informação, podem busca-la em wikipedia.
Mas o mais importante, e a ideia básica que aqui também defendemos como alternativa ao capitalismo medicinal, é a autogestão da saúde tanto a nível pessoal como de saúde comunitária. Com nossas lutas e as de nossos antepassados tem-se conseguido que se reconheça o direito à informação e à educação sanitária. Agora deve-se trabalhar por trazer estes conhecimentos à vida quotidiana e, sobre tudo, mudar de perspectiva.
Os primeiros que devemos compreender o nosso corpo e mente somos nós e as pessoas do nosso entorno. O poder de autocura que levamos dentro é enorme. Eneko Landaburu, no livro ‘¡Cuidate Compa! Manual para a autogestão da saúde’, diz: “A doença é um combate curativo. Não se deve ter medo aos processos curativos do nosso corpo. O corpo sabe curar-se. A febre desinfecta. Ao aumentar a temperatura do corpo, elimina muitos dos microrganismos patogenos. A tosse é muito útil. Uma gripe ao ano é boa para ir desenvolvendo defesas...”, etc. Por vezes, os medicamentos serão necessários, más guardemo-los para esse momento. Se nos acostumamos a medicar-nos, quando realmente os necessitemos não serão efectivos. Tomemo-nos a saúde como um processo activo, para explorar, fazer perguntas, estudar, fazer comprovações... e depois compartir a experiencia para ajudar-nos mutuamente. Saber é poder, e na ignorância somos mais fáceis de assustar, enganar e manipular.
// Cada vez está mais demonstrado que vários medicamentos criam dependência crónica, para enriquecer às transnacionais do sector. Como é possível que prevaleçam os benefícios da indústria farmacêutica por encima da população? //
(FOTO pastillas )
-Esta é a mercadoria com a qual as grandes indústrias farmacêuticas se forram à custa de nossa saúde.
ENLACES
-Associação cidadã surgida em 1986 para promover a autogestão da saúde http://www.sumendi.org
-ONG que promove o manejo e uso sustentável da biodiversidade agrícola baseado no controle
da população sobre os recursos genéticos e o conhecimento tradicional http://www.grain.org

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